Até logo!

Em fevereiro último, vagava pelo Facebook até que deparei com um post do artista Eric Peleias: “Sobre a eterna crise: Se não nos unirmos morreremos sozinhos. Estou falando com você que está lendo e que está em dúvida sobre o futuro. Especialmente se trabalhar com quadrinhos ou outra forma de produção cultural”, ele escreveu. Não sei em que contexto, provavelmente econômico. Mas isso não importa. O que importa é a morte anunciada em caso de falta de união.

Este blog nasceu de uma carência que eu tinha como leitor. Depois de devorar alguns quadrinhos brasileiros, eu corria pra internet em busca de uma entrevista com o autor, mas nada encontrava. Raramente encontrava, sendo mais justo. Então decidi arregaçar as mangas e fazer eu mesmo. Obviamente, bebi da fonte de muitos caras que me inspiraram, do cenário de HQs ou não. Foi legal, foi bacana, mas tem horas que as dificuldades batem à porta e o desânimo é maior.

Este novo cenário brasileiro de quadrinhos está repleto de blogs que fazem críticas/resenhas, que anunciam lançamentos, divulgam HQs desconhecidas do grande público, mas sempre me incomodou a ausência da voz do autor, da entrevista, da exposição das ideias do cara. Blogs como o Vitralizado, tocado pelo sensacional Ramon Vitral, são essenciais para quem quer entender a fundo os autores que compõem o mercado brasileiro de HQs. Mas, infelizmente, essa iniciativa ainda é novidade, é raridade.

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